[ A Ancestralidade e o Samba: entre batuques e rezas ]
 
Projeto de série em 3 episódios, cujas estratégias de abordagem e argumento foram elaborados em parceria com o grupo Abayomi, do Grêmio Recreativo, Cultural e Social Escola de Samba Vai-Vai.

 
 
Figura 1 - Celebração em rito romano-afro-brasileiro da entrada
de São Benedito, na Escola de Samba Mocidade Alegre (2017)

 
A série propõem revelar um mundo desconhecido nas agremiações carnavalescas: a manutenção dos valores ancestrais e religiosos nas escolas de samba. Em três episódios, cada um abordará as especificidades das escolas  Vai-Vai, Mocidade Alegre e Barroca
Ao fim de fevereiro/março, antes de entrarem nos preparativos ao carnaval do ano seguinte, as escolas realizam diversas atividades internas, normalmente entre abril e julho de cada ano. Eventos estes fundamentais ao resgate cultural e ao fortalecimento de suas origens, como a limpeza espiritual da quadra, missas anuais com representantes clericais, pratos típicos em oferecimento ao(s) orixá(s) regente(s) de cada agremiação, festejos dedicados a santos e santas entre muitas outras.  
Seja na Vai-Vai, na Mocidade Alegre ou na Barroca, a velha guarda juntamente à ala das baianas são as responsáveis por supervisionar cada uma dessas atividades. Nesses grupos estão os representantes mais velhos das escolas, ou seja, senhores e senhoras cheios de histórias para contar. Avôs & Avós que fazem questão de afirmar a importância sobre manter os cuidados espirituais da casa, sejam eles de origem católica-românica, afro-religiosa e/ou espiritualista.
Não se trata de propagar uma religião especifica ou um ideal absoluto, até porque cada uma das três escolas, por mais que apresentem algumas semelhanças, possuem práticas e origens completamente distintas. Nossa proposta consiste em evidenciar a diversidade religiosa existente neste universo do samba e quem são as pessoas por detrás deste trabalho.
        
Figura 2 - Evento cultural realizado pelo 
grupo Abayomi na C.A.E. Florescer (2018)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3 - Isabel Santos, em seu figurino para o evento
afro-religioso de aniversário dos 52 anos da Mocidade Alegre (2019)

Estrutura da série: 
 
EPISÓDIO 1: SOB A FORÇA DOS GRIÔS
Sinopse: Episódio piloto voltado às tradições religiosas de cada escola, além das semelhanças entre elas. A figura de São Benedito é um elo em comum nas três. 
 
EPISÓDIO 2: QUILOMBOS DO SAMBA
Sinopse: Ritmos, eventos e rituais que preservam a história do povo negro. Como a resistência e a vitalidade africanas são evidentes, sobretudo, na música.
 
EPISÓDIO 3: MOLDADOS EM BARRO
Sinopse: A ancestralidade que vem da afro-religiosidade e um pouco do sincretismo presente nas agremiações. As energias que regem o samba paulista.  
 
     
Figura 4 - Carreata de São Jorge na 
quadra da Mocidade Alegre (2019)  
 
 
 
 
Figura 5 - Premiação dos destaques das Escolas
               de Samba de São Paulo, ADESP (2018)
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